sexta-feira, 5 de março de 2010

Dopping


O que é o doping?
O termo doping tem origem na palavra “doop”, que é atribuída a um sumo viscoso obtido do ópio, utilizado na Grécia Antiga. Podemos definir doping como a administração ou uso, por um atleta, de qualquer substância estranha ao organismo ou de qualquer substância fisiológica em quantidade anormal, com o objectivo de melhorar, o seu desempenho. O primeiro caso de doping relatado deu-se em 1886, quando um ciclista inglês morreu de overdose por trimetil, numa corrida em Bordéus.
Em 1910 já havia controlo de substâncias dopantes nos cavalos de corrida.

Porquê o controlo anti-doping?
O controlo anti-doping deve ser feito com os simples objectivos de preservar a ética desportiva, assegurar a saúde física e mental dos atletas e garantir que todos os atletas estão em estado de igualdade para cada evento desportivo.
De facto, os atletas que se recusem a comparecer num controlo anti-doping ou os atletas que apresentem níveis de substâncias proibidas acima dos limites, estão a violar as regras e são sujeitos a multas e penas de suspensão.
A recolha de amostras é feita numa sala ou espaço destinado a esse efeito, por pessoas credenciadas pela organização que tutela o evento desportivo. Pode consistir na recolha de urina e sangue ou outros métodos.
As substâncias dopantes

As substâncias dopantes podem agrupar-se em cinco grandes famílias, sendo elas a dos narcóticos; a dos diuréticos; a dos estimulantes; a das hormonas peptídicas; a dos agentes anabolisantes. Há produtos que ajudam a aumentar a resistência; outros dão mais força física; outros suportam a dor de forma artificial; outros facilitam a recuperação de lesões. Os principais efeitos dos narcóticos consistem em aliviar a dor e dissimular problemas como a asma, inflamações ou diarreias. Estas substâncias mascaram a dor, são anti-inflamatórios, analgésicos, antiálgicos, antialérgicos, descongestionantes nasais e antitússicos. Quanto às hormonas peptídicas, os casos mais preocupantes são, sem dúvidas, a eritropoietina (EPO) e a hormona de crescimento.
Suplementos nutricionais
Muitas vezes, os atletas tomam suplementos nutritivos para terem melhor desempenho desportivo. No entanto, existem alguns suplementos ilegais, porque são constituídos ou levam à formação de metabolitos proibidos e que acusam positivo nos testes anti-doping.
Os suplementos autorizados não põem em causa a verdade desportiva nem a saúde física e/ou mental do atleta, sendo complementos de bastante importância nos atletas de alta competição. As vitaminas são obtidas na dieta, mas a vitamina B (aumenta o metabolismo dos glúcidos), a C e E (melhor utilização do oxigénio e diminuição dos radicais livres) podem ser fornecidas além da dieta.
O cálcio é fundamental para a contracção muscular e para o metabolismo ósseo.
O ferro é outro elemento importante, já que intervém nas trocas gasosas e no transporte de oxigénio.
Os aminoácidos de cadeia ramificada podem ser importantes ao nível muscular, sendo tomados antes e depois do treino.
Os líquidos são vitais para o desportista. Deve ingerir líquidos não açucarados antes do esforço físico, açucarados durante e açucarados com sais minerais depois do esforço, de modo a restabelecer os níveis de equilíbrio humano.
Outras substâncias (ergogénicas) também podem ser tomadas, nomeadamente a arginina, a ornitina, o triptofano, os aspartatos, a carnitina, a coenzima Q10, a
geleia-real, o pólen de abelha, ginseng e creatina.

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